Curso: Facilitação de Reunião com Metodologia I.D.M.
Aula 7 — Processo de Foco nas Etapas de Objetivo e Questão-Chave
Na aplicação da Metodologia I.D.M. em grupos de até cinco pessoas, chegamos agora à fase de priorização e definição do foco, especialmente nas etapas de Objetivo e Questão-Chave.
Antes da votação, o grupo já passou por duas etapas importantes: a geração de cinco opções e a análise das relações de causa e consequência, incluindo a identificação de possíveis Feedback Looping.
Um conceito fundamental da Facilitação com I.D.M. é que todo o processo é visual.
O grupo visualiza as opções durante o Brainstorming, visualiza a priorização por meio da votação e visualiza as relações durante a análise de causa e consequência.
Essa construção visual permite que todos acompanhem o processo, percebam as relações e contribuam para a construção coletiva.
Como funciona a votação?
Cada participante recebe três adesivos circulares vermelhos, que representam seus três votos.
Cada participante escolhe duas opções:
dois votos para a opção que considera mais importante;
um voto para a segunda opção mais importante.
Por exemplo:
2 votos → primeira escolha
1 voto → segunda escolha
Durante a votação, mantemos a regra “Sem Justificar”.
Cada participante simplesmente faz sua escolha, sem precisar explicar ou defender seu voto.
Depois que todos votam, fazemos a contagem.
A opção mais votada passa a ser o foco principal.
A segunda opção mais votada permanece em segundo plano, como uma possibilidade relevante que poderá ser retomada posteriormente.
Visão Sistêmica
É importante lembrar que, antes da votação, o grupo já realizou uma análise de causa e consequência com visão sistêmica.
Nessa análise, não procuramos apenas uma sequência linear.
Procuramos também perceber quando uma consequência pode voltar a influenciar uma causa anterior, formando um Feedback Looping.
Essa visão sistêmica amplia a percepção do grupo sobre como os elementos estão conectados.
Assim, a votação não acontece isoladamente.
O grupo primeiro diverge, depois analisa as relações, percebe o sistema e, finalmente, converge para definir o foco.
O papel do facilitador
O facilitador não escolhe o foco pelo grupo.
Seu papel é conduzir o processo para que o próprio grupo possa visualizar, perceber, priorizar e definir sua escolha.
Dessa forma, a convergência no I.D.M. segue uma lógica simples:
Divergência → Análise → Priorização → Foco
E todo esse processo permanece visual:
Brainstorming visual → Análise visual → Votação visual → Foco visual
O resultado é um processo de facilitação em que as pessoas não apenas falam sobre o problema.
Elas visualizam as possibilidades, percebem as relações e constroem coletivamente o foco que orientará a decisão.