Somos Facilitadores de Focus Group de Cocriação e Inovação. Nosso Diferencial: Facilitação de Focus Group de Persuasão Mútua entre Clientes e Fornecedores com Foco em Inovação.
Criamos a Metodologia I.D.M. em 1994.
Short I.D.M. — Aula 5: A Metodologia I.D.M. — Innovation Decision Mapping
A Metodologia I.D.M. — Innovation Decision Mapping organiza o pensamento estratégico de forma visual, lógica e coletiva.
O I.D.M. é estruturado em 4 etapas:
1. Situação Atual O que está acontecendo? Quais são os fatos e percepções sobre o tema?
2. Objetivo Quais são os resultados desejados?
3. Questão-chave O que precisamos fazer para atingir o objetivo ou o que está impedindo que ele seja alcançado?
4. Ideias ou Soluções Quais possibilidades podem responder à Questão-chave?
Em cada etapa, realizamos um brainstorming e trabalhamos com as 5 principais opções geradas, escolhidas por votação.
Depois, essas opções são organizadas visualmente em uma relação lógica de causa e efeito, permitindo identificar também os feedback loops e desenvolver uma visão sistêmica.
Nas etapas de Objetivo e Questão-chave, fazemos uma priorização específica para definir o foco e o subfoco.
O foco e o subfoco passam então a ser a referência para orientar a próxima etapa.
Assim, o I.D.M. não é apenas uma sequência de brainstormings.
É um processo visual que conecta:
Situação Atual → Objetivo → Questão-chave → Ideias/Soluções
E, a cada etapa, transforma possibilidades em relações lógicas que ajudam o grupo a avançar na tomada de decisão.
I.D.M. — Innovation Decision Mapping: pensar, visualizar, conectar e decidir.
Curso: Facilitação de Reunião com Metodologia I.D.M.
Aula 8 — Processo de Facilitação da Metodologia I.D.M. para Grupos com Mais de 5 Pessoas
Até aqui, vimos como aplicar a Metodologia I.D.M. em grupos de até cinco pessoas.
Agora vamos ampliar o processo para grupos com mais de cinco participantes.
A estrutura do I.D.M. continua a mesma:
1. Situação Atual 2. Objetivo 3. Questão-Chave 4. Ideias ou Soluções
A principal diferença está na quantidade de opções geradas durante o brainstorming.
1. Brainstorming
Em grupos maiores, podemos realizar um brainstorming para gerar até 25 opções.
Durante o brainstorming, seguimos uma regra fundamental da Metodologia I.D.M.:
“Sem Justificar.”
As pessoas apresentam suas opções sem precisar explicar ou defender suas ideias.
O facilitador também precisa ficar atento para verificar se cada opção contém apenas um elemento.
Quando uma opção apresenta dois ou mais elementos, ela deve ser desmembrada.
Isso é importante por dois motivos:
Primeiro, uma opção com dois elementos pode receber mais votos simplesmente porque reúne duas possibilidades em uma única opção.
Segundo, essa mistura dificulta a posterior análise de causa e consequência.
2. Priorização das opções
Depois do brainstorming, fazemos uma primeira votação para reduzir as até 25 opções para cinco opções prioritárias.
Cada participante recebe três votos e pode distribuí-los de três maneiras:
1 voto em cada uma de três opções;
2 votos em uma opção e 1 voto em outra;
3 votos em uma única opção.
Também nesta votação seguimos a regra:
“Sem Justificar.”
Cada participante faz sua escolha sem precisar explicar ou defender seus votos.
Depois, contamos os votos e selecionamos as cinco opções mais votadas.
A partir desse momento, seguimos o mesmo processo utilizado nos grupos de até cinco pessoas.
3. Análise de Causa e Consequência
Com as cinco opções selecionadas, fazemos a análise visual de causa e consequência, procurando também identificar relações inversas e Feedback Looping.
Essa análise permite ampliar a visão sistêmica do grupo.
Mais uma vez, é fundamental que cada opção contenha apenas um elemento. Caso contrário, a percepção das relações de causa e consequência pode ficar prejudicada.
4. Foco e Subfoco
Nas etapas de Objetivo e Questão-Chave, realizamos a priorização para identificar:
Foco principal → Subfoco
O foco principal orienta o processo, enquanto o subfoco permanece como uma possibilidade relevante em segundo plano.
Assim, para grupos com mais de cinco pessoas, podemos resumir o processo em duas grandes fases:
Até 25 opções ↓ Brainstorming “Sem Justificar” ↓ Verificação de um elemento por opção ↓ Votação “Sem Justificar” ↓ 5 opções
Depois:
5 opções ↓ Análise de Causa e Consequência com Visão Sistêmica ↓ Feedback Looping ↓ Priorização ↓ Foco e Subfoco
A quantidade de participantes pode mudar, mas a lógica fundamental da Metodologia I.D.M. permanece:
Divergir para ampliar. Analisar para compreender. Convergir para definir o foco.
Curso: Facilitação de Reunião com Metodologia I.D.M.
Aula 7 — Processo de Foco nas Etapas de Objetivo e Questão-Chave
Na aplicação da Metodologia I.D.M. em grupos de até cinco pessoas, chegamos agora à fase de priorização e definição do foco, especialmente nas etapas de Objetivo e Questão-Chave.
Antes da votação, o grupo já passou por duas etapas importantes: a geração de cinco opções e a análise das relações de causa e consequência, incluindo a identificação de possíveis Feedback Looping.
Um conceito fundamental da Facilitação com I.D.M. é que todo o processo é visual.
O grupo visualiza as opções durante o Brainstorming, visualiza a priorização por meio da votação e visualiza as relações durante a análise de causa e consequência.
Essa construção visual permite que todos acompanhem o processo, percebam as relações e contribuam para a construção coletiva.
Como funciona a votação?
Cada participante recebe três adesivos circulares vermelhos, que representam seus três votos.
Cada participante escolhe duas opções:
dois votos para a opção que considera mais importante;
um voto para a segunda opção mais importante.
Por exemplo:
2 votos → primeira escolha 1 voto → segunda escolha
Durante a votação, mantemos a regra “Sem Justificar”.
Cada participante simplesmente faz sua escolha, sem precisar explicar ou defender seu voto.
Depois que todos votam, fazemos a contagem.
A opção mais votada passa a ser o foco principal.
A segunda opção mais votada permanece em segundo plano, como uma possibilidade relevante que poderá ser retomada posteriormente.
Visão Sistêmica
É importante lembrar que, antes da votação, o grupo já realizou uma análise de causa e consequência com visão sistêmica.
Nessa análise, não procuramos apenas uma sequência linear.
Procuramos também perceber quando uma consequência pode voltar a influenciar uma causa anterior, formando um Feedback Looping.
Essa visão sistêmica amplia a percepção do grupo sobre como os elementos estão conectados.
Assim, a votação não acontece isoladamente.
O grupo primeiro diverge, depois analisa as relações, percebe o sistema e, finalmente, converge para definir o foco.
O papel do facilitador
O facilitador não escolhe o foco pelo grupo.
Seu papel é conduzir o processo para que o próprio grupo possa visualizar, perceber, priorizar e definir sua escolha.
Dessa forma, a convergência no I.D.M. segue uma lógica simples:
Short I.D.M. — Aula 3: Análise Lógica de Causa e Efeito com Feedback Loop
A partir das 5 opções priorizadas no brainstorming, iniciamos uma nova etapa do I.D.M.: a análise lógica de causa e efeito.
Para facilitar essa análise, começamos com apenas duas opções.
Perguntamos:
O que causa o quê?
Depois, acrescentamos uma opção de cada vez, analisando sua relação com as anteriores, até completar os 5 elementos priorizados.
O objetivo não é simplesmente organizar as ideias em uma lista, mas entender como elas se relacionam.
Uma opção pode ser causa de outra. Outra pode gerar uma consequência que influencia novamente a primeira.
Quando isso acontece, identificamos um feedback loop — um ciclo de retroalimentação.
Por exemplo:
A → B → C → A
A primeira influencia a segunda, a segunda influencia a terceira, e a terceira volta a influenciar a primeira.
Assim, construímos progressivamente uma lógica de causa e efeito entre os 5 elementos.
No I.D.M.:
Brainstorming gera possibilidades. Priorização seleciona as 5 mais relevantes. Causa e Efeito estabelece a lógica entre elas. Feedback loops revelam ciclos de retroalimentação.
O resultado é uma estrutura que ajuda o grupo a enxergar o sistema e apoiar a tomada de decisão.
Curso: Facilitação de Reunião com Metodologia I.D.M.
Aula 6 — Análise de Causa e Consequência com Feedback Looping
Na aplicação da Metodologia I.D.M. em grupos de até cinco pessoas, uma das etapas mais delicadas é a análise de causa e consequência com identificação de Feedback Looping.
Depois de gerar as cinco opções e verificar que cada uma contém apenas um elemento, iniciamos a análise.
Como funciona?
Primeiro, anotamos cada opção em uma nota adesiva.
Começamos trabalhando com apenas duas opções, A e B.
Posicionamos as duas em uma sequência lógica de causa e consequência e perguntamos ao grupo:
“Alguém percebe a existência de um Feedback Looping?”
Em seguida, acrescentamos uma opção de cada vez.
Por exemplo, incluímos a opção C e perguntamos se ela deve ficar antes, no meio ou depois das opções já posicionadas.
Depois, fazemos novamente a pergunta:
“A partir dessa nova configuração, alguém percebe algum Feedback Looping?”
Continuamos o processo até posicionar as cinco opções e completar a cadeia lógica.
Cuidado com opções que possuem mais de um elemento
Vamos analisar um exemplo gerado por IA.
Tema: Como melhorar o consenso em reuniões?
A IA apresentou:
Opção A: Preparação assíncrona e clareza antecipada.
Opção B: Técnicas estruturadas de decisão durante a reunião.
Observe que cada opção possui dois elementos.
Antes da análise de causa e consequência, precisamos desmembrá-los.
A partir dessas duas opções, chegamos a quatro elementos:
Clareza no processo de decisão
Preparação assíncrona do objetivo
Clareza antecipada do objetivo
Aplicação das técnicas de decisão
Agora podemos organizar esses elementos em uma sequência lógica:
1. Clareza no processo de decisão ↓ 2. Preparação assíncrona do objetivo ↓ 3. Clareza antecipada do objetivo ↓ 4. Aplicação das técnicas de decisão
A lógica aqui é começar pela definição de um processo de decisão claro, preparar antecipadamente o objetivo, criar clareza sobre esse objetivo e, então, aplicar as técnicas de decisão.
Depois da aplicação, podemos avaliar os resultados e perceber se o processo adotado realmente funcionou.
Essa avaliação pode gerar novos aprendizados e melhorar a clareza do próprio processo de decisão, fechando o ciclo:
Aplicação das técnicas de decisão ↓ Avaliação dos resultados ↓ Melhoria da clareza no processo de decisão
Temos, portanto, um Feedback Looping: o resultado da aplicação retorna ao início e pode aperfeiçoar o processo.
Esse exemplo mostra por que é tão importante que cada opção tenha apenas um elemento.
Duas opções geradas pela IA, aparentemente simples, foram desmembradas em quatro elementos, permitindo uma análise mais precisa das relações de causa e consequência.
Esse é um dos papéis do Facilitador de I.D.M.:
ajudar o grupo a desmembrar, organizar e perceber relações que estavam ocultas.
É nessa análise que o I.D.M. deixa de ser apenas uma lista de opções e passa a revelar a lógica do processo e seus ciclos de retroalimentação.
Short I.D.M. — Aula 2: Priorização após o Brainstorming
Após uma sessão de brainstorming, precisamos priorizar as 5 opções mais relevantes para a próxima etapa: a análise lógica de causa e consequência, incluindo possíveis ciclos de retroalimentação (feedback loops).
O processo de priorização é simples.
Cada participante recebe 3 votos, representados por três adesivos circulares vermelhos.
Cada participante pode escolher livremente como distribuir seus votos:
1. Um voto para cada uma das três opções.
2. Dois votos para uma opção e um voto para outra.
3. Os três votos em uma única opção.
E durante a votação, mantemos a mesma regra do brainstorming:
“Sem Justificar.”
Ninguém precisa explicar ou defender seus votos. Isso mantém o processo rápido, simples e objetivo.
Depois que todos votam, fazemos a contagem.
As 5 opções mais votadas seguem para a próxima etapa do I.D.M.: a construção da lógica de causa e consequência, com possibilidade de identificar ciclos de retroalimentação (feedback loops).
Brainstorming → Priorização → Causa e Consequência.
Esse é o próximo passo para transformar ideias em uma construção coletiva.